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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Jardins em varandas e terraços.

Morar em apartamento não significa abrir mão do contato com o verde. Jardins em terraços de apartamentos é de rara beleza se considerarmos que a natureza pode ser transportada às alturas. Mas para que isso aconteça é necessário prestarmos atenção em alguns fatores. Quanto mais alto estiver localizado o terraço, mais forte poderá ser a incidência de ventos e, assim, a escolha das plantas deverá ser ainda mais rigorosa. A ausência de sol pleno, no caso das varandas, levará à utilização de vegetação adaptada à meia-sombra. Por outro lado, a pouca profundidade impede o desenvolvimento de raízes e copas de plantas de porte médio e grande. Além de conferir beleza, o desafio também é deixar o espaço aconchegante e manter a privacidade em relação aos prédios vizinhos.


Aqui vou dar algumas sugestões para que você transforme sua varanda em um ambiente acolhedor. O primeiro passo é decidir se o projeto paisagístico será feito com vasos ou como jardim suspenso plantado diretamente sobre a laje. Em qualquer um dos casos é importante uma boa impermeabilização, com pontos de drenagem para escoamento da água. Este é um aspecto que merece atenção redobrada. No caso dos jardins em varandas e terraços, é preciso evitar os riscos de vazamentos.


Na sequência, é preciso atentar para a escolha das espécies levando-se em conta as condições do local. Algumas espécies usadas - agaves, cicas e fênix - garantem o visual moderno e não necessitam de muitos cuidados. Outras sugestões são as azaléias, alamandas, bromélias, camélias, gerânios, ixoras, gardênias, kalanchoes, moréias e os lírios-da-paz. Por serem floríferas, trazem colorido ao seu pequeno paraíso. As folhagens ou as arvoretas sempre verdes, como é o caso dos fórmios, ficus, rhapis, nandinas, dracenas, crótons e pacovás são espécies usadas para espaços pouco ensolarados.


Para finalizar, a iluminação é item da maior importância. Toda a fiação deve ser feita em conjunto com a alvenaria e passada por dentro dos vasos, para não ficar aparente. Spots colocados em vasos e jardineiras realçam a verticalidade das plantas mais altas e reflete as texturas de suas folhas nas paredes. À noite, o visual é especial, causando um belo impacto.


Lembre-se sempre de ter um cuidado extra com a volumetria e a textura, tanto das plantas quanto dos vasos, para compor um conjunto harmonioso.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O jardim dos seus sonhos

Como é difícil manter um jardim bonito na nossa cidade, não é mesmo? Região de praia onde o vento é constante e as chuvas mais frequentes no verão, além do solo arenoso, fica quase impossível manter um belo visual nas nossas áreas externas. O segredo para ter sucesso é escolher plantas que se adaptem bem às condições climáticas e ao solo da região.
 
Dentre as espécies ornamentais que se dão bem em clima de praia, destacam-se as ixoras, bromélias, agaves, crótons, dracenas e helicônias. Já as espécies de árvores indicadas são: cássia imperial, mangueira, chapéu-de-sol, quaresmeira, pitangueira e jasmim-manga, dentre várias encontradas com facilidade.
 
Abaixo darei algumas dicas para você realizar o jardim dos seus sonhos. De resto, é só cuidar das regas periódicas destas plantas e de fertilizá-las a cada 3 meses.
 
Ixoras - Fáceis de cultivar e presentes em muitos jardins, são plantas arbustivas de grande valor paisagístico e que necessitam de poucos cuidados. Apreciam solo bem arenoso e rico em matéria orgânica, fertilizado e úmido. Precisam de rega periódica, mas sem encharcamento, por isso, o solo deve ser bem drenado. No início, a irrigação deverá ser feita duas a três vezes por semana. Após o enraizamento, necessita de uma única rega semanal, mas requer mais atenção na primavera e no verão.
 
Bromélias - Nativas das Américas, estas plantas somam mais de 3 mil variedades - 1.500 delas de origem brasileira. As bromélias devem ser aguadas uma vez por semana. Para um melhor desenvolvimento, recebem substrato à base de areia grossa, musgo seco e folhas secas e moídas. As folhas são pulverizadas com fertilizante líquido na adubação, feita uma vez por mês.
 
Agaves - Semi-lenhosa, de caule curto, originária do México, de cor verde acinzentadas, suculentas, espessas, formam uma roseta densa. Presta-se para o plantio isolado e formação de grupos maciços, a pleno sol, que se adensam pelas inúmeras brotações. Não tolera temperaturas baixas de inverno, ficando seu cultivo mais indicado para regiões tropicais e subtropicais do país.
 
Crótons – Existem mais de cem variedades de crótons, apresentando-se em cores variadas. Os crótons desenvolvem-se muito bem se receberem 4 horas diárias de luz solar direta. Devem ser fertilizados no início da primavera até meados do verão, a cada dois meses. Para que o arbusto torne-se denso, deve-se podar o vegetal no início da primavera. Procure conservar o solo levemente úmido.
 
Dracenas - Existe mais de uma dezena de variedades dessa planta originária da África e cujo potencial comercial foi detectado há apenas trinta anos. O "pau d´água", como também é conhecida, resiste bem ao clima do litoral e o colorido de suas folhagens desperta o interesse no paisagismo profissional. É cultivada também em vasos, para interiores e isoladamente ou conjuntos, renques ou fileiras, a pleno sol ou à meia-sombra. Utilizada também para cercas-vivas. Planta resistente e de fácil manutenção.
 
Helicônias - Plantas tropicais e exóticas, constituem uma das maiores riquezas da nossa flora. Exuberantes, coloridas, com formas inusitadas, elas são bastante apreciadas. Desenvolvem-se em locais sombreados ou a pleno sol, de úmidos a levemente secos e em solos argilo-arenosos. São conhecidas por vários nomes conforme a região: bananeira-de-jardim, bico-de-guará, falsa-ave-do-paraíso, entre outros. A adubação influencia bastante o crescimento e a produção de flores, principalmente sob alta luminosidade. A irrigação deve ser abundante, principalmente após a emissão das folhas, mantendo a umidade do solo. Em locais secos, é recomendável realizar irrigações duas a três vezes por semana, evitando-se encharcar o solo.
 
Cássia Imperial - É uma árvore de crescimento rápido, que atinge um porte de 5 metros de altura, para 4 metros de diâmetro da copa arredondada. As folhas são pequenas e caducas. A floração decorre entre dezembro e abril e origina flores amareladas. A frutificação é do tipo vagem e decorre de setembro a novembro. A cássia-imperial é cultivada como árvore ornamental em climas tropicais a subtropicais.
 
Quaresmeira - Uma árvore de pequeno a médio porte, floresce durante quase todo o ano, mas entre fevereiro e março que apresentam todo o seu esplendor e beleza, com seu matiz que varia do rosa ao roxo-escuro. Gostam de sol intenso e apresentam excelente desempenho nas condições climáticas de beira-mar, onde predominam os períodos de calor forte mesclados com a umidade das chuvas do verão.
 
Pitangueira - Flores brancas, suavemente perfumadas. A fruta prende-se a arvoreta por meio de um pedúnculo com dois a três cm de comprimento. Cresce bem em climas quente e úmido e temperado-doce suficiente úmido. Tem alguma resistência à seca e não se mostra exigente em solos. A pitangueira se presta muito bem à formação de cercas vivas, produzindo frutos, embora muito pouco. Nos pomares como árvores frutíferas, a pitangueira necessita apenas de podas de limpeza. As frutas geralmente estão maduras três semanas depois da floração. A produção é, quase sempre, muito abundante.
 
Jasmim-manga - de clima tropical, esta planta perde sua folhagem durante o inverno e parte da primavera, quando aparecem as belas flores muito perfumadas. Há variedades de cores com diversas nuances de branco, creme, rosa e vinho. O jasmim-manga não tolera geadas, nem solos encharcados e requer plena exposição ao sol. O solo indicado para o cultivo é o arenoso. Multiplica-se por estacas e apresenta crescimento bem lento, mas vale a pena pela sua beleza.
 
Mas depois de todas essas informações, lembre-se: em regiões de praia, o plantio de árvores, além do aspecto ornamental, apresenta outras funções importantes. Fornecem sombra, "seguram" o vento carregado de sal, além de contribuir para o microclima da área, dando condições para que outras espécies vegetais sobrevivam no local.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Chifre de Veado - exostismo da natureza

De nome científico Platycerium bifurcatum, o chifre de veado é uma planta da família das samambaias. Originária da Austrália e Nova Guiné, recebeu esse nome popular provavelmente em razão das variedades cujas folhas férteis lembram as galhadas dos veados. O habitat natural dessas plantas são os galhos e troncos das árvores das florestas tropicais e subtropicais. Aqui no Brasil o seu cultivo é relativamente fácil devido ao clima que é bem favorável, parecendo muito com o habitat de origem. O chifre de veado é uma planta epífita, isto é, se apoia nas árvores mas não retira delas os nutrientes para sobreviver.


Tem dois tipos de folhas: as da base são arredondadas e nascem verdes, mas com o tempo tornam-se amarronzadas, de fina espessura e que se aderem ao substrato; e as folhas normais, mais espessas e firmes, que ficam muito grandes e se bifurcam como os chifres dos veados.


São plantas extremamente exóticas, chamando sempre muita atenção onde são cultivadas. Sobrevivem bem em varandas, jardins de inverno ou em qualquer local onde tenha bastante luminosidade. Também é uma planta bastante rústica e tolerante ao frio. No paisagismo presta-se para uso isolado ou em composição com outras epífitas, em muros ou árvores. Deve ser plantada preferencialmente na vertical. Multiplica-se pela separação das mudas que se formam próximo à planta ‘mãe’. Tanto na natureza como em cultivo doméstico o seu crescimento é bem lento, possuindo uma fase de crescimento geralmente no começo da primavera e outra de repouso sempre no inverno.

Ao tentarmos reproduzir seu ambiente natural, podemos ter grandes chances de sucesso no seu cultivo, pois se trata de uma planta bem rústica. As dicas são as seguintes:


- Evitar o excesso de água. O ideal é deixar o substrato sempre meio úmido, mas não encharcado, pois isso poderá favorecer o apodrecimento da raiz e consequentemente a morte da planta. A planta tende a espalhar-se em cima do vaso tornando quase impossível verificar a secura da terra e a rega a partir de cima. Ao contrário de outras plantas, o chifre de veado aprecia ser regado por imersão. Pode ser mergulhado numa bacia durante meia hora, retirando-o e deixando escorrer para depois pendurá-lo.

- Colocar a planta em local com muita luz, mas sem sol direto, pois este pode provocar queimadura nas folhas. Aprecia uma boa ventilação e dessa forma evitam-se fungos. A muda recém-plantada deve ser regada e mantida à sombra até que enraíze bem, antes de ser levada para um local mais claro.


- A maioria das espécies vive bem em temperatura entre 21° e 30°C, mas no inverno podem aguentar temperatura até abaixo de 10ºC, algumas espécies chegando ao limite de até 0ºC sem qualquer efeito prejudicial.

- Não plantar na terra, mas sim num vaso ou placa de xaxim (ou material equivalente), para simular os galhos de árvores onde a planta se apoiaria. Na junção da planta com o xaxim forma-se um depósito de matéria orgânica, que é de onde o chifre de veado retira os nutrientes.

- Para a adubação, o ideal é usar adubo líquido, misturando com a água de regar, pelo menos uma vez ao mês. São plantas muito versáteis e pouco exigentes.

- O pó das folhas deve ser soprado porque de outro modo remove-se o seu fino revestimento de lanugem. Não pulverizar as folhas com água.

 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Árvores frutíferas em vasos - parte 02


Na última coluna citei exemplos de frutas que você pode colher no terraço da sua casa. Hoje darei algumas dicas técnicas para que todo o esplendor da natureza esteja bem próximo, através das flores e frutos, cores e aromas em seu próprio jardim. Quando for preparar o vaso para o plantio, é fundamental garantir um bom sistema de drenagem para escoar a água das regas e evitar o apodrecimento das raízes. Antes de colocar a mistura de terra, coloque uma camada de argila expandida no fundo do vaso.
 
 
Prepare a mistura de solo da seguinte forma: 1 parte de terra vegetal, 1 parte de húmus de minhoca e 1 parte de areia. Encha o vaso com a mistura até mais ou menos a metade e ajeite a muda de forma que ela fique na altura desejada.
 
 
Lembre-se de fazer a tarefa com cuidado, preservando o torrão de terra da muda, pois ele protege as raízes. Agora complete o vaso com a mistura de terra e faça uma rega abundante.
 
 
Terminado o plantio, é recomendável cobrir a superfície da terra com pedriscos: além do vaso ficar mais bonito, esta cobertura protege e mantém a umidade do solo. E por falar em proteção, no início, a planta deve ficar num local arejado, mas longe dos ventos fortes.
 
 
Além disso, nesse período inicial do plantio da muda, ela deve receber bastante sol mas nos horários mais amenos, de preferência na parte da manhã.
 
 
As regas devem ser frequentes e reguladas com as condições do tempo. O solo não deve ficar seco, nem encharcado. Uma boa dica é colocar o dedo na terra; se grudar, não é necessário pôr água. A planta muito molhada só transpira. A raiz apodrece e as folhas aparentam estarem secas. As plantas que ficam em lugar com vento necessitam de borrifadas para hidratação.
 
 
Após o período de adaptação, a planta deve receber diariamente pelo menos 4 horas de luz solar direta. É preciso também cuidar da nutrição das frutíferas. No cultivo em vasos, as adubações devem ser realizadas com maior frequência e adequadas à espécie escolhida (no mínimo, três vezes por ano). De forma geral, dê preferência às adubações orgânicas com esterco curtido, torta de mamona, húmus de minhoca, etc.
 
 
Deve-se fazer a poda, se necessário, no inverno, período em que as plantas "hibernam". Elimine galhos secos e doentes e adube. Monitore constantemente a planta e cuide para que não crie cochinilhas, pulgões, fungos e ácaros, que podem atrapalhar seu desenvolvimento.
 
 
Depois de todas essas dicas, será um prazer comer frutas frescas colhidas no seu belo terraço. Delicie-se com o sabor do seu trabalho e com a natureza mais perto de você.

 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Árvores frutíferas em vasos - parte 01


Nada mais gostoso que acordar com os pássaros cantando e sentir a natureza mais próxima a você. Se sua varanda ou terraço tem espaço suficiente para vasos com até 85cm de diâmetro, já é suficiente para que você possa curtir o colorido e o belo efeito ornamental que plantas frutíferas podem proporcionar. Certas árvores e arbustos quando em vasos, terão seus portes menores, limitados em comparação ao porte normal, mas não deixarão de produzir bons frutos e flores se você regar e adubar com generosidade.

Algumas árvores podem ser cultivadas em vasos e, quando bem tratadas, podem durar anos e fornecer belos frutos: caquis, nectarinas, ameixas vermelhas, romãs, jabuticabas, limões galego, laranjas, laranjinhas kin-kan, cerejas, pêssegos, goiabas e até mesmo bananas.

Você pode ainda ter em seus vasos pés de tamarindo, figo, acerola, maracujá, amora e pitanga. Para ter frutos de melhor qualidade em menos tempo, as espécies híbridas são as mais indicadas.
 

Os vasos podem ser de cimento, terracota, cerâmica ou até mesmo de plástico, sempre proporcionais à espécie escolhida para garantir um desenvolvimento satisfatório. A parte interna dos vasos de cimento e terracota deve ser impermeabilizada com produtos específicos para evitar manchas e mofos. Estes devem ser impermeabilizados inteiramente, por dentro e por fora, para que não funcionem como uma esponja absorvendo a água da terra. Essa impermeabilização é fundamental. Nem sempre a impermeabilização fornecida pelo fabricante do vaso é muito eficaz.
 

Uma das principais exigências para as árvores crescerem fortes e sadias é espaço suficiente para se desenvolverem bem. Então, procure escolher um vaso grande, bem espaçoso, para que as raízes cresçam sem problemas. Não se preocupe com o formato - redondos, quadrados, retangulares... o importante é que os recipientes sejam bem espaçosos. O tamanho que a árvore irá alcançar é proporcional ao tamanho do vaso. Quanto maior o vaso, maior será o tamanho da planta e melhor ela irá produzir.

Em uma próxima dica, falarei da parte técnica para um bom resultado no plantio, como: tipo de solo, irrigação, adubação e podas.
 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Jardins à beira-mar.


Para o projeto paisagístico de um jardim à beira-mar, devemos levar em consideração dois fatores fundamentais: a maresia e o vento. Crie caminhos que contornem e valorizem alguns locais do seu espaço, como por exemplo, a piscina ou aquela árvore que já faz parte da família. Margeie a casa toda com espécies vegetais exuberantes nas suas formas e de fácil manutenção, item primordial para o dia-a-dia. Caso você tenha uma área de churrasqueira, onde o convívio social é mais intenso, construa um pergolado de eucaliptos tratados e bambus, por exemplo. Esse recurso vai transformar seu ambiente em um local mais agradável, sombreado e de grande impacto visual. No piso, você pode usar placas de pedra mineira São Tomé e intercalá-las com seixos brancos fazendo às vezes de rejunte.


Lembre-se que é importante você criar um jardim protegido dos ventos, o grande vilão dos jardins litorâneos. Mas se tiver uma área mais reservada, varie seu paisagismo empregando espécies impossíveis de compor um jardim à beira-mar, como papiros, rendas-portuguesas e pândanos, criando um paisagismo tropical, rico e aconchegante.


Mas se no seu jardim o excesso de ventos é o grande problema, elabore um jardim simples, com extensos gramados e poucas plantas, porém de grande resistência às intempéries, como coqueiros e nossas conhecidas castanheiras. Aproveite as sombras proporcionadas pelas árvores e espalhe redes e bancos de madeiras pelo seu ambiente. Plante entre os arbustos, hibiscos de todas as variedades, lírios-da-paz, mussaendas, pândanos e alamandas. Na forração, grama esmeralda ou santo agostinho. A manutenção deste tipo de jardim é a de praxe, com a retirada sistemática das ervas daninhas e adubação uma vez por mês nos meses de setembro a março, alternando o adubo químico com o orgânico.


Andar e olhar na vizinhança as espécies que se mantêm bonitas durante o inverno - e não no verão, quando as condições são normalmente favoráveis - é a dica para um jardim de orla bonito o ano todo. A regra inclui plantas nativas, como já foi citado em colunas anteriores, que não impedem a visão do mar e resistem ao clima da região.

 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Orquídeas - em casas ou apartamentos


Se você é uma daquelas pessoas que já foram seduzidas pela beleza e mistério das orquídeas e gostaria de cultivá-las em sua casa ou apartamento, saiba que é mais simples do que possa imaginar. Quem mora em casas e possui espaço para a construção de um orquidário, certamente terá mais sucesso. No entanto, observando alguns aspectos mais técnicos, é possível mantê-las belas mesmo em áreas bastante reduzidas.

Para cultivá-las em varandas ou terraços dos apartamentos, basta que o espaço tenha luminosidade natural, preferencialmente aquela do amanhecer (entre 7 e 9 da manhã) ou do entardecer (entre 4 e 6 da tarde), de forma que incida sobre a planta sem queimá-la.

Caso a luminosidade seja excessiva, erga uma cobertura para que possa proporcionar uma atmosfera fresca que toda orquídea adora. A estrutura pode ser de madeira, como cumaru ou ipê (com tratamento adequado às áreas externas) onde depois as espécies podem ser penduradas nas ripas como se fosse a uma pérgula. Se você deseja ser mais criativa e original, que tal utilizar para a construção desse novo espaço madeiras de demolição? Até mesmo bambus presos e amarrados nas extremidades podem criar um efeito visual diferenciado.
 

 

A cobertura pode ser em vidro e disponha interiormente uma cortina de tecido sintético de modo a formar um filtro artificial possibilitando que passe apenas a quantidade de luz necessária para a planta desenvolver-se e florir sem maiores danos. Caso deseje manter um aspecto mais rústico, utilize cortinas de palhinha ou até mesmo juta para amenizar a incidência do sol. Ah! Não esqueça do escoamento da água da chuva. Para que o acabamento fique perfeito, camufle uma calha junto ao caimento da cobertura. Em casos mais profissionais, faça uma estrutura e revista em todos os lados e no teto com tela de polietileno preta, que reduz a luminosidade em porcentagens variáveis, permitem boa aeração e mantém a umidade do ar por mais tempo. 
 

 

Disponha prateleiras de larguras variáveis (25 e 40cm) instaladas nas paredes, numa altura que não prejudique a coluna e se houver espaço, crie uma bancada central para que você possa trabalhar e deixar em exposição as orquídeas em floração. Se quiser criar um efeito visual no piso, cubra-o com uma manta de drenagem e pedriscos, que ainda podem ser distribuídos entre ripas de madeira fazendo um desenho geométrico à sua escolha. Lembre-se: nada impede de você manter o piso original da sua varanda ou terraço.

Outro detalhe que pode fazer a diferença é pintar as paredes em tons de terra ou tijolo. Mantenha um armário para organizar as ferramentas de jardinagem, adubos, etc. Este pode ser em madeira de demolição ou até mesmo forrado com sobras das cortinas de palhinha utilizadas na cobertura.
 

 

Disponha nas prateleiras alguns vasos (3 ou 4) de plantas carnívoras que se encarregarão de dar fim aos mosquitos indesejados. É fundamental que você mantenha a temperatura de seu orquidário entre 20 e 25°C. Se num dia abafado o termômetro oscilar, vale molhar o piso. No frio, deixe carvão em brasa numa tigela de cobre, criando um charme a mais. Faça a iluminação noturna através de arandelas rústicas ou com lanternas imitando lampiões.

Qualquer que sejam o tipo e material usado para construir o seu orquidário ele deve ter um “pé direito” de 3 metros, no mínimo, para garantir uma boa ventilação.

Para o caso do cultivo em jardins, você pode criar um orquidário maior seguindo as dicas acima. Caso tenha árvores frutíferas, aproveite o tronco e crie um verdadeiro orquidário vertical. Espécies que são boas hospedeiras ou suportes para as orquídeas: goiabeiras, cajueiros, abacateiros e cítricas em geral (pés de laranja, limão ou mexerica). Essas plantas não possuem copas muito fechadas e nem tanino excessivo em sua seiva (insuportável para orquídeas). Nesses casos você pode plantar fixando direto no tronco mudas de algumas espécies de orquídeas (Schomburgkia crispa, Oncidium cebolleta, Ascocenda, Cattleya nobilior, Dendrobium nobile, Epidendrum, Coelogyne e Catasetum).
 

 

Além das árvores mencionadas, outra excelente para plantio de orquídeas são os pés de coco em geral, seja o coco da Bahia e até aqueles coqueirinhos ornamentais com tronco mais antigo e crescido (Cattleya, Catasetum e Cyrtopodium adaptam-se maravilhosamente bem em coqueiros).

Só não plante em árvores com copas muito fechadas (como mangueiras, por exemplo) ou com troncos “esfarinhentos”.
 

 

Motivadas pela popularização do uso de orquídeas na decoração de ambientes, levando charme e elegância desde a sala de estar até o lavabo, tem aumentado o interesse das pessoas no cultivo e manutenção  dessas flores na própria residência.